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29.12.06

"Experimentando a Vontade de Deus"

Quando iniciamos nossa caminhada cristã, sempre vem à nossa mente a seguinte questão: Qual a vontade de Deus para a minha vida?
Paulo escreve em sua carta aos Romanos que a vontade de Deus é inescrutável (1), ou seja, eu não tenho como conhecer a vontade de Deus, a priori. Porem, nesta mesma carta, Paulo diz que a vontade de Deus pode ser “experimentada” (2). A vontade de Deus é soberana e inescrutável, porem experimentável.
Este é um processo que se inicia quando o ser passa por uma mudança de mentalidade (metanoia). Uma transformação não só moral, mas também de mentalidade, de coração e de espírito. Só assim eu estarei apto a experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (3)
Nos versos 9 a 21 de Romanos 12, Paulo descreve como é este caminhar e experimentar a vontade de Deus.

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros; não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; acudi aos santos nas suas necessidades, exercei a hospitalidade; abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis; alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram; sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altivas mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios aos vossos olhos; a ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas dignas, perante todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor. Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”.

“Assim, Paulo nos ensina de modo simples que a VONTADE de Deus não é para ser sabida como um conhecimento prévio de nada, mas como uma entrega em amor, que aceita existir num permanente estado de renovação da consciência, que não busca nada além de ser quem cada um é em Cristo, e que sabe que a vontade de Deus não é um oráculo, mas uma maneira de viver, onde a Graça determina as virtudes relacionais pelas quais a vida acontece como dádiva de Deus ao mundo, pois é nessa existência humana onde a vontade de Deus está sendo feita, não importando as circunstâncias onde o prazer de Deus pelos seus filhos se manifesta, e também onde a vida dos filhos de Deus é prazer para Deus. A vontade de Deus é que Seus filhos tenham prazer em ser Dele, em ser quem são e em servirem uns aos outros com Graça, e, portanto, sem competição, porém com sinceridade e liberdade no exercício do amor fraterno e solidário. “Isto tudo sem amargura ou dispêndio de energia vingativa contra quem quer que seja”. (Caio Fábio)
(1) Rm 11.33
(2) Rm 12.2
(3) Rm 12.2b

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