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12.2.07

Um Menino-Anjo

Nesta semana que se passou, o caso do menino João Helio tomou conta dos noticiarios no Brasil. A televisão, como já é de praxe, utilizou-se fartamente deste caso para elevar seus índices de audiência. Debates, entrevistas com os Pais do garoto, entrevista com o Pai de um dos envolvidos no crime, reportagens. Sei da importância da imprensa, mas tenho por convicção que, o sensacionalimo poderia ser evitado. Respeitar a dor de um Pai e de uma Mãe em um momento como este, de dor, de sofrimento, de impotência, seria o mínimo a se fazer.
Ai vem a tona temas antigos como, por exemplo, o Brasil deveria adotar a "Pena de Morte", ou que o problema da violência está na educação que é deficitária, ou o problema é da segurança que é ineficiente e corrupta.
Na verdade, problemas como educação deficitária, segurança ineficiênte, desiqualdades sociais, o descaso da classe política, são apenas consequências e não o fator principal do estado atual no qual não só o Brasil vem passando, mas de resto, todo o Mundo.
Em 2Tm 3.14, Paulo diz que nos "último dias" sobreviriam dias difíceis, pois o homens seriam egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus.
Nesta sociedade pós-moderna na qual vivemos, não há espaço mais para Deus.
Não posso imaginar a dor dos Pais deste menino, dos seus familiares. Tenho filhos, não sei qual seria a minha reação se eu estivesse no lugar deles.
Mas lembro que todos os dias, no mundo inteiro, fatos como este se repetem dia após dia. Não se trata de um problema local e sim mundial.
É como diz o Pr Ricardo Gondim em um seus artigos ("Ira" - www.ricardogondim.com.br),
"Morreu um menino e estou com asco dos brasileiros que elegeram o Clodovil, o Maluf, o Genoíno, o Palocci, o Collor, o Sarney e toda aquela farsa chamada de Congresso Nacional. Sinto náuseas e o meu inferno são os próprios brasileiros.
Morreu um menino e não posso dormir sem antes dizer que, se pudesse, diria aos meus patrícios que a nossa perversidade está transbordando a medida da ira divina.
Morreu um menino, mas o pior ainda está por vir.
Morrerão muitos outros e continuarão as mesas redondas de idiotas discutindo as fofocas do futebol.
Morrerão muitos outros e a Daslu continuará vendendo calças jeans de 2 mil dólares.
Morrerão muitos outros e alguns poucos continuarão tomando vinho de 7 mil dólares em
banquetes faustosos.
Morrerão muitos outros e os pastores continuarão prometendo abrir portas de emprego para quem der dinheiro em seus cultos.
Cansei do deboche e não sei o que fazer. Estou revoltado com o cinismo e não sei para onde me voltar.
Antes que esqueça: o nome do menino era João Hélio e seus pais ainda estão chorando muito..."

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